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Os carros elétricos esperados para 2026 no Brasil: confirmados, prováveis e apostas

  • Foto do escritor: Coulomb Energia
    Coulomb Energia
  • há 11 minutos
  • 6 min de leitura

O ano de 2026 tem tudo para se tornar um marco na consolidação dos carros elétricos no Brasil. Depois de um período dominado pela chegada de marcas chinesas e pela popularização dos híbridos, o próximo ciclo aponta para uma ofensiva mais consistente de veículos 100% elétricos, com produtos mais maduros, plataformas dedicadas e foco real em volume.

Entre modelos já confirmados, projetos em avaliação e apostas que fazem sentido para o mercado nacional, o cenário inclui SUVs compactos, hatches urbanos e sedãs de nova geração. O movimento das montadoras deixa claro o novo direcionamento: maior eficiência energética, autonomia competitiva, recargas mais rápidas e preços mais acessíveis.

A seguir, reunimos os principais elétricos que devem moldar o mercado brasileiro em 2026.



Modelos que devem chegar ao Brasil em 2026


Esta primeira lista reúne veículos com declarações públicas das marcas, testes em solo brasileiro ou estratégias globais alinhadas ao nosso mercado, o que os coloca como apostas praticamente certas para o próximo ano.



Kia EV3


Confirmado para o Brasil em 2026, o Kia EV3 será o elétrico compacto mais importante da marca no país. O SUV adota a identidade visual já conhecida dos EV9 e EV5, mas em um formato mais acessível, mirando diretamente o segmento hoje dominado por modelos chineses.

O EV3 contará com motor dianteiro de 204 cv e duas opções de bateria: 58,3 kWh na versão Standard e 81,4 kWh na Long Range. A autonomia chega a 436 km e 605 km no ciclo WLTP, respectivamente. A recarga de 10% a 80% leva cerca de 31 minutos, além da presença da tecnologia V2L para alimentar equipamentos externos.



GAC Aion UT


Já lançado no Uruguai, com preço equivalente a cerca de R$ 118 mil, o GAC Aion UT surge como forte candidato ao mercado brasileiro. Posicionado no mesmo segmento de BYD Dolphin e Geely EX2, o hatch aposta em visual moderno, bom espaço interno e foco em custo-benefício.

A versão de entrada oferece motor de 134 cv, bateria de 44,1 kWh e autonomia próxima de 400 km no ciclo NEDC. Já a versão UT Max sobe para 204 cv, bateria de 60 kWh e até 500 km de alcance. A recarga rápida de 10% a 80% pode ser feita em aproximadamente 24 minutos.


Mercedes-Benz CLA elétrico


O novo CLA elétrico inaugura a plataforma MMA e representa a próxima geração de elétricos da Mercedes-Benz, com foco absoluto em eficiência. O sedã combina aerodinâmica refinada, arquitetura elétrica de 800V e um interior altamente digital, com o MBUX Superscreen.

A versão CLA 250+ entrega 272 cv, tração traseira e bateria de 85 kWh, com autonomia de até 792 km WLTP. Já o CLA 350 4MATIC oferece 354 cv, tração integral e alcance de até 771 km. Um dos grandes destaques é a recarga ultrarrápida, capaz de recuperar cerca de 325 km em apenas 10 minutos, com potência de até 320 kW em corrente contínua.


MG4 Urban


A nova geração do MG4, agora chamada de MG4 Urban, vai além de um facelift. O hatch cresce em dimensões, estreia uma nova arquitetura estrutural e traz tecnologias inéditas no segmento, como bateria semi-sólida produzida em escala industrial.

Atualmente vendido na China, o modelo já é cotado para mercados internacionais, incluindo o Brasil. Ele utiliza motor traseiro de 163 cv e baterias LFP de 42,8 kWh (até 437 km CLTC) ou 53,9 kWh (até 530 km CLTC). A recarga rápida de 30% a 80% ocorre em cerca de 20 minutos, com consumo declarado de apenas 10,4 kWh/100 km.


Leapmotor C16


Já exibido oficialmente no Brasil, o Leapmotor C16 amplia a presença da marca no segmento de SUVs elétricos de grande porte. O modelo se destaca pelo espaço interno generoso, pacote tecnológico avançado e opções de eletrificação.

Na versão 100% elétrica, o C16 conta com motor traseiro de 299 cv e baterias LFP de 74,9 kWh (580 km CLTC) ou 81,9 kWh (630 km CLTC). Já a versão com extensor de alcance combina motor elétrico de 228 cv com baterias de até 38,7 kWh, oferecendo autonomia elétrica entre 200 e 280 km, enquanto o motor a combustão atua apenas como gerador.


GWM Ora 5 EV


O Ora 5 marca a entrada da GWM no segmento de SUVs elétricos compactos, deixando de lado o foco exclusivo em hatches urbanos. O modelo se posiciona como alternativa direta aos SUVs elétricos compactos já disponíveis no Brasil, com forte apelo tecnológico.

Equipado com motor de 204 cv, o Ora 5 utiliza baterias LFP da SVOLT de 45,3 kWh ou 58,3 kWh, com autonomia entre 480 km e 580 km no ciclo CLTC. Entre os destaques estão a central multimídia de 15,6”, o sistema Coffee OS 3 e, nas versões mais completas, sensores LiDAR para assistência à condução.


Já apresentados no exterior e com chances reais de vir ao Brasil


Aqui entram modelos já revelados globalmente, com arquitetura moderna e potencial claro para o mercado brasileiro, mas que ainda dependem de decisões comerciais, fiscais ou industriais para confirmação.


BMW iX3 Neue Klasse


O novo iX3 inaugura a plataforma Neue Klasse, que vai redefinir os próximos elétricos da BMW. Diferente do modelo atual, derivado do X3 a combustão, esta nova geração foi desenvolvida desde o início como elétrica.

Segundo a marca, o iX3 terá versões com até 470 cv, tração integral xDrive e bateria de aproximadamente 108 kWh úteis. A autonomia pode chegar a 800 km WLTP, graças à arquitetura de 800V. A recarga DC alcança até 400 kW, permitindo ir de 10% a 80% em cerca de 21 minutos.


Peugeot E-3008 elétrico


Revelado globalmente em 2023, o E-3008 inaugura a plataforma STLA Medium da Stellantis, voltada à eletrificação. O SUV adota visual cupê com traseira fastback e foi concebido sob a filosofia Electric First.

O modelo oferece baterias de 73 kWh ou 98 kWh líquidos, esta última responsável por uma autonomia de até 700 km WLTP. Há versões com tração dianteira ou integral, com potências entre 214 cv e 326 cv. A recarga rápida chega a 160 kW, permitindo recuperar grande parte da carga em cerca de 30 minutos.


Elétricos que fariam todo sentido no Brasil


Esta última lista reúne modelos que poderiam preencher lacunas claras do mercado nacional, como elétricos compactos de entrada e SUVs médios mais eficientes.


Leapmotor A10 (B03X)


Apresentado no Salão de Guangzhou 2025, o Leapmotor A10 surge como o SUV elétrico mais acessível da marca. Desenvolvido desde o início com foco em exportação, é uma aposta forte para mercados emergentes.

O modelo utiliza baterias LFP e promete até 500 km CLTC, o que deve resultar em cerca de 350 km no padrão Inmetro. A recarga rápida permite ir de 30% a 80% em apenas 16 minutos. Destaque também para o uso de LiDAR e chips Snapdragon dedicados à condução assistida.


Renault Twingo elétrico


O Twingo E-Tech está em avaliação para o Brasil dentro da nova fase da Renault no país. Pensado como um elétrico urbano acessível, ele ficaria abaixo do Megane E-Tech e alinhado ao uso diário em grandes centros.

Na Europa, o modelo conta com cerca de 116 cv e autonomia próxima de 300 km WLTP. Caso avance, sua chegada exigiria um posicionamento cuidadoso para não sobrepor produtos como o Kwid E-Tech e futuros elétricos compactos da parceria com a Geely.


VW ID. Polo


O ID. Polo surge como possível sucessor elétrico do Polo a combustão, baseado na plataforma MEB+. Embora ainda não confirmado para o Brasil, é considerado estratégico para mercados emergentes.

O hatch deverá oferecer motores de 114 cv, 135 cv ou 208 cv, sempre com tração dianteira. As baterias variam entre 37 kWh (LFP), com cerca de 300 km WLTP, e 52 kWh (NMC), com até 450 km WLTP. A recarga rápida DC chega a 130 kW, permitindo ir de 10% a 80% em cerca de 23 minutos.


Um novo capítulo para os elétricos no Brasil


Se 2025 marcou a consolidação das marcas chinesas e a expansão dos híbridos, 2026 tende a representar uma virada mais madura para os carros elétricos no Brasil. A combinação de plataformas dedicadas, maior autonomia, recargas mais rápidas e produtos voltados a volume pode finalmente ampliar o público dos EVs no país.

Mais do que a quantidade de lançamentos, o próximo ano será decisivo para definir quais montadoras realmente apostam no elétrico puro como estratégia central — e quais seguirão tratando a eletrificação apenas como etapa de transição. O cenário de 2026 indica que o mercado está, enfim, pronto para esse salto.


 
 
 

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